Inquisição (do latim Inquisitio Haereticæ Pravitatis Sanctum Officium) ou Tribunal da Inquisição, Santa Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício (dentre outros nomes) é um termo que deriva do ato judicial de inquirir, o que se traduz e significa perguntar, averiguar, pesquisar, interrogar etc. A Inquisição foi um tribunal pseudo cristão utilizado para averiguar heresia, feitiçaria, bigamia, sodomia e apostasia.
O herege (a palavra "herege" significa aquele que escolhe, que professa doutrina contrária ao que foi definido pela Igreja como sendo matéria de fé) era entregue às autoridades do Estado (horrenda essa mistura entre ESTADO e RELIGIÃO, pois sempre existem mal intencionados) que o puniriam e os castigos variavam desde confisco de bens, perda de liberdade, pena de morte.
Também chamado "Tribunal do Santo Ofício", criado para combater as heresias cometidas pelos cristãos confessos, e por muçulmanos vindos do Oriente. Foi iniciada em Verona sob Papa Lúcio III no ano de 1184, inspirado em escritos de Santo Agostinho, fortaleceu-se sob o Papa Inocêncio III (1198-1216) e o Concílio de Latrão (1215), de 1231 a 1234. Gregório IX multiplicou pela Europa os Tribunais de Inquisição, presidido por inquisidores permanentes.
Todos os INQUISIDORES deveriam ser doutores em Teologia, Direito Canônico e também Direito Civil; deveriam ter no mínimo 40 anos de idade ao serem nomeados.
A Inquisição não foi criada de uma só vez, nem procedeu do mesmo modo no decorrer dos séculos. Por isto distinguem-se:
1) A Inquisição Medieval, voltada contra as heresias cátara e valdense nos séculos XII e XIII e nos séculos XIV e XV;
2) A inquisição espanhola, instituída em 1478 por iniciativa dos reis Fernando e Isabel; visando principalmente aos judeus e muçulmanos, tornou-se poderoso instrumento do absolutismo dos monarcas espanhóis até o século XIX, a ponto de quase não poder ser considerada instituição eclesiástica
3) A Inquisição Romana (também dita "o Santo Oficio"), instituída em 1542 pelo papa Paulo III, em vista do surto do protestantismo.
Pêndulo ou Tortura do Peso
Justificavam suas ações alegando que o "cristianismo" era patrimônio da sociedade, à semelhança da pátria e da família.
Na época, diziam que a Inquisição era um progresso para melhor em relação ao antigo estado de coisas, em que as populações faziam justiça pelas próprias mãos. É de notar que nenhum dos santos medievais (nem mesmo Francisco de Assis, tido como símbolo da mansidão) levantou a voz contra a Inquisição, embora soubessem protestar contra o que lhes parecia destoante do ideal na Igreja.
Procedimentos da Inquisição
O AUTO-da-FÉ ou AUTO-de-FÉ - Assim era chamada a cerimônia de execução do réu que, não querendo renunciar a sua fé, e sendo esta contrária às doutrinas da igreja católica apostólica romana, esta crendo ter a autoridade de Deus para decidir entre a vida e a morte, se dava o direito de executar tal pessoa, não sem antes humilhá-la em público. No réu era colocado um traje branco com uma cruz vermelha virada para abaixo, e na sua cabeça um enorme chapéu com desenhos de demônios. Era feita uma procissão pela cidade até chegar na praça onde todo o povo era obrigado a assistir, sob pena de ser excomungado e, ali na frente da multidão sedenta de sangue, era armada a pira onde o réu recebia a sentença final, morrer no fogo. Executado o réu, suas cinzas eram esparzidas ou se morto no garrote espanhol, seu corpo era jogado numa vala comum.
MESA de ESTIRAMENTO, EVISCERAÇÃO OU ESQUARTEJAMENTO - O suplício do estiramento, ou alongamento longitudinal mediante tração. Desde a Idade Média até o final do século XVIII, esse e outros instrumentos para desmembramento constituíam apetrechos fundamentais em cada sala de tortura da Inquisição. A vítima era colocada deitada sobre um banco e tinha os pés fixados em dois anéis. Os braços eram puxados para trás e presos com uma corda acionada por uma alavanca. A partir desse momento, começava o estiramento, que imediatamente deslocava os ombros e as articulações do condenado, seguido pelo desmembramento da coluna vertebral e então pelo rompimento dos músculos, articulações, abdome e peito. Antes desses efeitos mortais, porém, o corpo do condenado se alongava até trinta centímetros. Enquanto o carrasco executava a tortura um padre convidava o réu para se retratar e aceitar a fé católica.
MÁSCARAS da INFÂMIA - No período de 1500 a 1600, essas máscaras de ferro se apresentavam de formas variadíssimas e muito fantasiosas. Eram utilizadas para punir de forma humilhante as pessoas que não aprovavam o governo, às mulheres "rebeldes" e os chamados "hereges", que inssistiam em obedecer a Bíblia como única regra de fé. Os condenados ficavam expostos em lugares públicos, bem visíveis. Além da tortura mental, as máscaras normalmente apertavam o nariz ou os olhos das vítimas para prolongar o sofrimento.
Ano de 1487 Dois monges dominicanos alemães, Jacob Sprenger e Heinrich Institoris publicam o "Malleus Malleficarum": um guia de caça às bruxas. Lá se pode aprender a identificá-las (ex. se uma mulher acariciar um gato preto e a centenas de metros alguém se sentir mal, etc), a torturá-las para as fazer confessar, e como os inquisidores podem se absolver mutuamente, depois duma sessão de tortura... A obra afirma também que negar a existência da feitiçaria é uma heresia muito grave, passível de morte na fogueira. Durante dois séculos e meio, na Alemanha, depois da publicação do Malleus Malleficarum, negar a bruxaria podia levar ao braseiro.Dizer que duvidava da existência das bruxas causava a excomunhão. O manual foi um "best-seller"... As infelizes vitimas confessavam coisas que hoje parecem uma mistura absurda de acusações sérias e tolas: encantar o gado para ele voar pelos ares, assassinar bebês, beijar o traseiro do demônio, voar em vassouras, carregar agua nas peneiras...
Um dos grandes genocidas da história humana foi o monge dominicano Tomás de Torquemada,(1420-1498), espanhol, padre dominicano, que em 1483 instituiu a Inquisição na Espanha."Celebrizou-se por seu fanatismo religioso e crueldade". De mãos dadas com os reis católicos, promoveu a expulsão dos judeus da Espanha por édito real de 31.03.1492, tendo estes o prazo reduzido de quatro meses para se retirarem do país sem levar dinheiro, ouro ou prata. É acusado de haver condenado à fogueira 10.220 pessoas, e cerca de 100.000 foram encarceradas, banidas ou perderam haveres e fazendas. Tudo em nome da honra de Jesus Cristo.
GAIOLA de SUSPENSÃO - Acessório em forma de gaiola, onde o condenado ficava apenas em uma posição, sem alimentos, pendurado por determinado tempo ou ao completo abandono até a morte dependendo de sua sentença.
Os inquisidores, monges dominicanos ou franciscanos, juntavam os habitantes locais nas igrejas. Eram convocados ali para confessar alguma heresia, caso fossem culpados dela, ou para denunciar quaisquer hereges que conhecessem. Mesmo se suspeitassem de que alguém era herege, deviam denunciar tal pessoa.
Qualquer um - homem, mulher, criança, ou escravo - podia acusar uma pessoa de heresia, sem receio de se ver confrontado com o acusado, ou de, mais tarde, sequer saber quem o havia denunciado. Os acusados raramente dispunham de alguém para os defender, visto que qualquer advogado ou testemunha em seu favor seria, ele próprio, acusado de ajudar e encobrir um herege. Assim, os acusados em geral se apresentavam sozinhos diante dos inquisidores, que eram, a um só tempo, promotores e juízes.Os acusados dispunham, no máximo, de um mês para confessarem e eram mantidos sob custódia, muitos em solitária, com pouca comida.
Uma vez que se presumia que os acusados eram culpados, antes mesmo de começar o julgamento, os inquisidores utilizavam quatro métodos para induzi-los a confessar sua heresia:
1º) A ameaça de morte na estaca.
2º) O confinamento em grilhões numa cela escura, úmida e reduzidíssima.
3º) Visitantes lhes aplicavam pressão psicológica.
4º) Por último, a tortura, que incluía o cavalete, a roldana, ou estrapada,
e a tortura pelo fogo. Os monges ficavam de lado, esperando qualquer confissão.
Iron maiden, A virgem de ferro ou virgem de Nuremberg - instrumento oco com o tamanho e a forma de uma mulher, dentro do qual as vítimas, uma de cada vez, eram colocadas.Facas eram arrumadas de tal maneira e sob tal pressão que o acusado recebia um abraço mortal. Cuidava-se de que regiões letais não fossem atingidas para proporcionar uma morte lenta.Os Inquisidores estavam presentes no martírio da vítima, e incitavam-na, piedosamente, a aceitar os ensinamentos da Igreja em cujo nome ela estava sendo tratada tão delicada e amorosamente.
A absolvição era praticamente impossível. As sentenças eram declaradas aos domingos, na igreja ou numa praça pública, na presença dos clérigos. Uma sentença leve seria de penitências. Todavia, estas incluíam o uso obrigatório de uma cruz amarela de feltro costurada nas roupas, o que tornava quase impossível a obtenção de emprego.Ou a sentença seria de açoites públicos, de prisão, ou de ser entregue às autoridades seculares para a morte na fogueira.
As penas mais duras eram acompanhadas do confisco dos bens da pessoa condenada, que eram divididos entre a Igreja e o Estado.
Pessoas mortas denunciadas como hereges, eram julgadas. Se considerados culpados, seus corpos eram exumados e queimados, e suas propriedades eram confiscadas.
Em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou sua bula Ad exstirpanda, autorizando oficialmente o emprego da tortura nos tribunais eclesiásticos da Inquisição. Regulamentos adicionais sobre o modo de utilizar a tortura foram promulgados pelos Papas Alexandre IV, Urbano IV e Clemente IV.
De início, não se permitia que os inquisidores eclesiásticos estivessem presentes quando se aplicava a tortura, porém os Papas Alexandre IV e Urbano IV removeram tal restrição. Isto permitia que a "inquirição" prosseguisse na câmara de torturas. Similarmente, conforme a autorização original, a tortura só deveria ser aplicada uma vez, mas os inquisidores papais conseguiram contornar a situação por pretenderem que outras sessões de tortura eram simples "prosseguimento" da primeira sessão.
Em pouco tempo, até as testemunhas estavam sendo torturadas, para certificar-se de que tinham denunciado todos os hereges que conheciam. Às vezes, um acusado que se confessasse herege era torturado mesmo depois de confessar. Segundo explica a Enciclopédia Católica, isto visava "obrigá-lo a testemunhar contra seus amigos e comparsas". - Volume VIII, página 32.
Assim, o mecanismo inquisitorial foi acionado na primeira metade do século 13 EC, e usado durante vários séculos para esmagar qualquer pessoa que falasse, ou sequer pensasse, de modo diferente da Igreja Católica. Isso espalhou o terror por toda a Europa católica. Quando, perto do fim do século 15, a Inquisição começou a amainar na França e em outros países da Europa Ocidental e Central, ela reacendeu na Espanha.
Quando Felipe II da Espanha incluiu Portugal entre seus domínios, em 1580, reforçou por razões políticas o tribunal da Inquisição, e a perseguição às heresias também se intensificou. As denúncias sobre as infrações religiosas na colônia chegavam ininterruptamente aos ouvidos dos inquisidores, assim como as notícias sobre a riqueza dos colonos. Agentes inquisitoriais foram enviados para o Brasil, visitadores, comissários e familiares, para investigar, prender os suspeitos de heresias. Perante o visitador são apresentadas as mais variadas heresias, feitiçarias, bruxarias, sodomia, bigamia, blasfêmias, desacatos, e os crimes de religião: judaísmo, luteranismo.
Em "Acts of Inquisition, Philip Van Limborch, History of the Inquisition, cap. 08, temos a seguinte declaração conciliar: "Essa peste (a Bíblia) assumiu tal extensão, que algumas pessoas indicaram sacerdotes por si próprias, e mesmo alguns evangélicos que distorcem e destruíram a verdade do evangelho e fizeram um evangelho para seus próprios propósitos... (elas sabem que) a pregação e explanação da Bíblia é absolutamente proibida aos membros leigos"."DIREÇÕES CONCERNENTES AOS MÉTODOS ADEQUADOS A FORTIFICAR A IGREJA DE ROMA". Tal documento está arquivado na Biblioteca Imperial de Paris, fólio B, número 1088, vol. 2, págs 641 a 650.
Saibam que...
... eram crimes que fizeram o nazismo parecer brincadeira...
...A inquisição era responsável por julgar os supostos Hereges, enquanto cabia ao Estado executar a sentença. Dessa forma a Igreja lavava as mãos dos crimes que cometia.
...O Papa pediu perdão pelos erros humanos do Tribunal.
... grandes santos foram inquisidores, por exemplo, São Pedro Arbués. São Pio V que foi Papa e inquisidor, São Pedro de Verona, e santos como São Domingos, São Luis IX, Rei de França, e São Fernando III, Rei de Castela a protegeram.
...Para fazer parte do Tribunal do Santo Ofício, cujo objetivo era manter puro os dogmas da fé católica, um dos requisitos era provar que possuía sangue limpo, que na linguagem inquisitorial significava não descender de judeus. (Interessante, Jesus era judeu).
...A maior parte dos hereges brasileiros penitenciados no século XVII era da Bahia, então capital da colônia.
...Foi criado o Index (Index Librorum Prohibitorum), uma lista de livros proibidos. Cientistas, filósofos, Galileu Galilei, Nicolau Copérnico, Vítor Hugo, foram silenciados e perseguidos. Só apenas em 1966 a Igreja deixou de publicar o insano Índex. O Index também servia a propósitos políticos, sociais e dogmáticos. Afinal, uma sociedade sem cultura não crítica e não pergunta, apenas segue, o que servia tanto aos propósitos do Estado como da Igreja.
...As "Chagas do Senhor" - como os monges franciscanos e dominicanos classificavam as torturas - eram o meio de extrair "idéias perigosas" das mentes de quem, de alguma forma, contrariava as diretrizes da Igreja a partir do século 13.
...Tudo em nome de Deus. Dos insultos às guerras santas, aos crimes e aos absurdos apoiados por meias-verdades.
...Havia também, muito comum na inquisição portuguesa e na espanhola, a execução em efígie, onde era queimada a imagem do condenado, quando este fugia e não era encontrado.
...Ninguém foi penalizado julgado pelos os crimes que praticaram, nenhuma vitima ou descendente recebeu indenização.
...As ações do Santo Ofício provocaram a migração em massa de homens de negócios para as regiões mais livres do norte da Europa, trazendo êxodo de capitais e empobrecimento econômico aos países católicos.( entenderam um dos motivos do enriquecimento de certos países?
...Entre 1981 e a sua nomeação como Papa, em 2005, Ratzinger presidiu a Congregação para a Doutrina da Fé, antigo Santo Ofício da Inquisição. "
...Foram clérigos de origem inglesa e borgonhesa que condenaram, por meio da Santa Inquisição, a legendária Joana D'arc ao suplício da fogueira.
...Não existiu uma "inquisição protestante". Existiram perseguições, massacres, vilanias e atrocidades, mas não tinha esse nome.(torturas e execuções também)
...Antes da instituição oficial da Inquisição, as diferenças do pensar religioso eram resolvidas com o massacre entre os envolvidos; geralmente, populações inteiras se massacravam.
...Você poderia ser acusado pelos santos inquisidores por tomar banho, afinal quem tem a alma pura não precisa de banho. Por ser judeu, muçulmano, homossexual,cigano, por discordar da Igreja ou simplesmente por ser um gênio e descobrir coisas como o fato de a Terra girar ao redor do sol (motivo pelo qual Galileu fora condenado). Uma mulher com mamilos enrugados (hem!) era obviamente uma excelente prova de que ela amamentava o diabo. Era muito comum alguém denunciar um membro da familia ou um inimigo a fim de livrar-se dele.
...O filósofo, cientista e matemático italiano Galileu Galilei (1564-1642) permanece como o mais poderoso símbolo do conflito entre a religião e a ciência.
...A Inquisição foi extinta em 1821. Em seu lugar foi fundada a Congregação para a Doutrina da Fé.
A Inquisição não foi apenas instrumento da Igreja, mas do jogo político da época, praticada também em nome do Estado... Imaginem seis séculos de terror contra a população mundial. A história já nos deu bons exemplos que isso não combina. São lições a aprender, e não somente culpas a expiar no presente.É só olhar hoje em dia os Estados Islâmicos, ou mesmo o que aconteceu nas nações comunistas e até hoje na China atéia, onde quem pensa diferente (ou no caso do comunismo quem ousa manifestar sua religiosidade).
Alguns historiadores atribuem a culpa ao Estado, alegando que de fato a Igreja não participava das atrocidades. Outros atacam a mesma. Alguns tentam suavizar a culpa de ambos devido ao fato de a época ser, digamos, assim mesmo: violenta. Cometer loucuras, erros, maldades em nome da denominação ou Deus. Infelizmente, isso ainda existe. Os primeiros anos do Cristianismo eram de tolerância. Tanto é que foram escritas centenas de "evangelhos" diferentes. Cada um via a Cristo conforme seu entendimento e capacidade. Foi em nome da Unificação da igreja que aconteceram barbaridades.
Antero de Quental: "Com a Inquisição, um terror invisível paira sobre a sociedade: a hipocrisia torna-se um vício nacional e necessário: a delação é uma virtude religiosa; a expulsão dos judeus e dos mouros empobrece as duas nações (Espanha e Portugal), paralisa o comércio e a indústria e dá um golpe mortal na agricultura em todo o Sul da Espanha; a perseguição aos "cristãos novos" faz desaparecer os capitais; a Inquisição atravessa os mares e, tornando-nos hostis aos índios, impedindo a fusão dos conquistadores e dos conquistados, torna impossível o estabelecimento duma colonização sólida e duradoura; na América, despovoa as Antilhas, apavora as populações indígenas e faz do nome cristão um símbolo da morte; o terror religioso, finalmente, corrompe o caráter nacional e faz de duas nações generosas, hordas de fanáticos endurecidos, o horror da civilização."
Alguns livros sobre o assunto: Nova Enciclopédia Ilustrada Folha vol.1 pp 497 ;Fonte : História das Inquisições (Ed. Companhia das Letras),de HÉLIO DANIEL CORDEIRO."
Novinsky, Anita Waingort. Cristãos Novos na Bahia. Editora Perspectiva, São Paulo, SP.
The Guilt of Christianity Towards the Jewish People http://christianactionforisrael.org/antiholo/guilt.html
RIBONI, Enrico. A Página Negra do Cristianismo: 2000 Anos de Crimes, Terror e Repressão. Tradução de Cassy Beski.
Novinsky, Anita W. Inquisição – Prisioneiros do Brasil – Sec. XVI-XIX. Editora Expressão e Cultura.
Cadeira inquisitória - essas cadeiras continham até 1.600 pontas afiadas de ferro ou madeira, sobre as quais as vítimas, completamente nuas, se sentavam para serem interrogadas.
Às vezes, para aumentar o sofrimento do réu, o assento de ferro era aquecido.
Home » Archives for abril 2009
Santa Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício.
Sorvetes
Bacalhau com sorvete de cebola...
A história do sorvete é cheia de curiosidades. Pesquisas mostram que ele foi inventado há cerca de 3 mil anos pelos chineses! No início, o "sorvete" era feito com neve, suco de fruta e mel.
Outras pesquisas apontam o líder Alexandre, o Grande como o introdutor do sorvete na Europa e a sua "receitinha" era um pouco diferente da usada pelos chineses: uma mistura de salada de frutas embebida em mel e resfriada em potes de barro guardados na neve.
Mas foi em 1292 que o sorvete começou a tomar a forma daquele que conhecemos hoje, quando o famoso viajante italiano Marcopolo voltou ao seu País de uma viagem à China cheio de "novidades": o arroz, o macarrão e o sorvete feito com leite!
A partir daí, o sorvete começou a ser muito consumido em toda a Itália e até hoje o sorvete italiano é reconhecido como um dos melhores do mundo. Por lá, em qualquer lugar pode-se encontrar uma gelateria, ou seja, uma sorveteria. Em italiano, sorvete se fala gelato.
Na Itália, o consumo do sorvete espalhou-se por toda a Europa, até que os ingleses o levaram para os Estados Unidos. Lá, a história dos sorvetes ganhou importantes capítulos...
Nos EUA, país que mais faz e mais consome sorvetes no mundo, dois fatos importantes ocorreram para tornar este alimento ainda mais popular: em 1851, Jacob Fussel abre a primeira fábrica de sorvetes do mundo! Pela primeira vez, os ice creams são produzidos em muita quantidade. 
O segundo fato que mudou a história do sorvete foi a invenção da refrigeração mecânica, ou seja, das geladeira. Ainda bem, porque se não fosse essa grande invenção, pessoas que moram em lugares quentes, como os brasileiros, teriam que viajar para longe se quisessem apreciar um sorvetinho! 
sorvete de trigo!!!
Pouco se sabe sobre a verdadeira origem deste rico alimento, porém;
- 1110 a.C. - Os chineses descobriram uma maneira de conservar o gelo natural do inverno, para uso durante o verão. Construindo espessas caixas de gelo, com blocos formados no inverno, tudo o que era guardado em seu interior era mantido em baixa temperatura durante meses.
- 1640 d.C. - O Rei da Inglaterra, Charles I, pagou para que o seu chefe de cozinha francês, DeMiro, criasse um "creme gelado", e essa receita deveria ser mantida em segredo. Em 1649, DeMiro vendeu a receita secreta para um grupo de nobres ingleses. Porém, por causa da dificuldade de se produzir "creme gelado" e a quantidade de gelo limitada pelo clima, sorvetes ainda eram fonte de prazer para poucos.i
- 1943 d.C. - Nancy Johnson inventou um freezer a manivela (seu design é até hoje utilizado). Sua invenção simplificou o processo de fabricação de sorvetes. A partir deste momento, qualquer um poderia se aventurar na fabricação desta delicia gelada.
Existem vários tipo de sorvete: de creme,de frutas... e no Japão os mais estranhos possíveis: de sal, de camarão,de lula,de cacto, de cobra, espinafre,seda,de baleia,de alho, alface...de atum, beringela... de bife!!!
sorvete de caranguejo!!!
sorvete de cobra!
...de lesma!!!
...de asas de frango...
...sorvete de pimenta...
...de bacon...
de risoto com queijo...
Luxo puro:
A franquia americana Bruster's® Real Ice Cream™, ,que tem mais de 260 lojas em 18 estados, apresentou ao mundo o primeiro sorvete jóia, representando a qualidade dos produtos e excelência de seus serviços. O sorvetão apresentado no JCK Las Vegas Show, foi desenvolvido pela Lazare Kaplan International Inc., numa riquíssima composição de ouro branco e amarelo e muitos diamantes. A preciosidade esta à venda pela quantia de US$ 1 milhão!
Qual você gostou?
Maconha
“Maconha: Variedade de cânhamo (Cannabis Sativa var. indica), cujas folhas e flores se usam como narcótico e produzem sensações semelhantes às provocadas pelo ópio. (Sinônimos, vários deles populares ou de gíria: liamba, aliamba, diamba, riamba, bagulho, bengue, birra, dirígio ou dirijo, erva, fuminho, fumo, fumo-de-angola, cânhamo, haxixe, mato, pango, soruma, manga-rosa, massa, tabanagira)”, segundo o Novo Dicionário Aurélio.
Licor de maconha: dizem ter o mesmo perfume e o sabor de um cigarrinho do capeta.

A maconha é uma das drogas mais difundidas e usadas no Brasil, devido ao custo relativamente baixo. O consumo da droga é alto em todas as classes sociais, causando muita felicidade aos traficantes... Os efeitos típicos durante o consumo (que vão embora em poucas horas) são o aumento da frequência cardíaca, sensibilidade e apetite; capacidade comprometida de pensamento, comunicação e memória recente, coordenação motora, funções intelectuais, período de euforia, vontade de rir e boca seca.

Em caso de doses mais elevadas da substância psicoativa, além das sensações acima descritas o usuário pode ter alucinações / ilusões / paranóias, ansiedade e angústia que levam ao pânico, incapacidade de ato sexual, medo de morrer e sensações estranhas. Com o passar do tempo de uso, os danos ao sistema pulmonar e cardiovascular são grandes, aumentando as chances de desenvolver câncer no pulmão; diminuição das defesas do corpo aumentando as chances de infecção, aumento dos riscos de isquemia cardíaca e percepção do batimento cardíaco. O raciocínio lógico-matemático e a memória de curto prazo ficam inibidas durante e algum tempo depois do uso.
A maconha (marijuana, mary jane, marihuana) é um entorpecente produzido à partir de plantas da espécie Cannabis sativa. A substância psicoativa encontrada na maconha e haxixe é o delta-9-tetrahidrocanabinol, também conhecida como THC. Na maconha e haxixe, a proporção é de 8%, enquanto em algumas variações da maconha podem chegar à estonteantes 33% de THC, como é o caso do Skunk - cruzamento entre Cannabis sativa e Cannabis indica.

No Brasil, a planta chegou cedo, talvez ainda no século XVI, trazida pelos escravos (o nome "maconha" vem do idioma quimbundo, de Angola. Mas, até o século XIX, era mais usual chamar a erva de fumo-de-angola ou de diamba, nome também quimbundo). Por séculos, a droga foi tolerada no país, provavelmente fumada em rituais de candomblé (teria sido o presidente Getúlio Vargas que negociou a retirada da maconha dos terreiros, em troca da legalização da religião). Em 1830, o Brasil fez sua primeira lei restringindo a planta. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro tornou ilegal a venda e o uso da droga na cidade e determinou que "os contraventores serão multados, a saber: o vendedor em 20 000 réis, e os escravos e demais pessoas, que dele usarem, em três dias de cadeia." Note que, naquela primeira lei proibicionista, a pena para o uso era mais rigorosa que a do traficante. Há uma razão para isso. Ao contrário do que acontece hoje, o vendedor vinha da classe média branca e o usuário era quase sempre negro e escravo.

A maconha pode ser inalada, por cigarro ou cachimbo - narguilé, bong ou pipe -, maneira mais comum. Ou também ingerida, como ingrediente de alguma receita - bolos, em geral. Há quem ainda não saiba, mas também existe uma versão líquida da droga - o Green dragon. (Sabia?) Abaixo, cerveja de...maconha! Tem na Alemanha,Holanda, Inglaterra...
O “baseado” - nome popular no Brasil para o cigarro de maconha - é feito à partir de papel de seda ou arroz... e outros. No Brasil existem várias espécies da maconha, como a manga rosa (Bahia), cabrobó (Pernambuco), racha côco (Minas Gerais), pelo do babuíno (baixa qualidade), verme (extremamente forte), skunk (maior concentração de THC). Pesquisas entre estudantes do nível médio que usam drogas "pesadas" indicam que a maioria deles iniciou o uso de drogas pela maconha, antes de passar para outras substâncias (cocaína, anfetaminas, heroína).A maconha põe crianças e jovens em contato com pessoas que usam e vendem outras drogas além da maconha.
Legalizar a maconha não acabará com o tráfico, os traficantes continuarão existindo e vendendo outras drogas ilícitas. No remoto caso de uma legalização da compra e da venda, haveria dois modelos possíveis. Um seria o monopólio estatal, com o governo plantando e fornecendo as drogas, para permitir um controle maior. A outra possibilidade seria o governo estabelecer as regras (composição química exigida, proibição para menores de idade, proibição para fumar e dirigir), cobrar impostos (que seriam altíssimos, inclusive para evitar que o preço caia muito com o fim do tráfico ilegal) e a iniciativa privada assumir o lucrativo negócio.
Um tour pelo "Hash, Marijuana & Hemp Museum", vulgarmente chamado de Museu da maconha... Numa cidade cheia de Van Goghs, Rembrants e Vermeers há como ocupar o tempo muito melhor, concordam? Ah, a Holanda é um dos poucos países onde usar drogas não é crime, e na capital Amsterdã existem bares onde a clientela é formada exclusivamente por consumidores de maconha. http://www.dormiu.com.br/imagens/Eufemismos para fumar um:
Vamos fica na paz de Jah!
Conversar com Jah
Ver o show do Bob Marley
Torrar um banzito
Ficar suave
Curtir a brisa da natureza
Vestir um pijama (pra depois dormir)
Fumar um orégano...
...fazer uma pajelança.
Dar um tapa na pantera
... Queimar um??
Fazer fumaça
Soltar uma pipa(fazendo o movimento de levar o baseado a boca e tirar)
Acender uma vela pra Jah
Mandar um charuto de rasta
Homenagear o verde
ficar red eyes...
Beckar
...carburar um.
...fumar um charlie.
Queimá um brofo
Carburar...
Como é a legalização da maconha é um assunto muito extenso, vou citar apenas "um" motivo para que a maconha não seja legalizada no Brasil: A falta de educação pública de qualidade. Para saber escolher os caminhos da vida, precisa-se conhecer cada um deles. Muita gente fuma maconha sem nem saber em que tipo de mecanismo está envolvido.
O uso medicinal da maconha é antigo. Hoje há muitas pesquisas com a cannabis para usá-la como remédio. Segundo o farmacólogo inglês Iversen, não há dúvidas de que ela seja um remédio útil para muitos e fundamental para alguns, mas há um certo exagero sobre seus potenciais. Em outras palavras: a maconha não é a salvação da humanidade. Um dos maiores desafios dos laboratórios é tentar separar o efeito medicinal da droga do efeito psicoativo - ou seja, criar uma maconha que não dê "barato". Muitos pesquisadores estão chegando à conclusão de que isso é impossível: aparentemente, as mesmas propriedades químicas que alteram a percepção do cérebro são responsáveis pelo caráter curativo. Esse fato é uma das limitações da maconha como medicamento, já que muitas pessoas não gostam do efeito mental.
Por que existem drogas legais, como o álcool e o cigarro?
Maconha faz mais mal a saúde do que o álcool e o cigarro?
Porque o governo não faz um combate efetivo ao trafico de drogas?
Mentira que parece verdade

O urso coala é tão fofo! - pode ser fofo, mas não é urso! É um marsupial, parente do canguru.
- O touro odeia a cor vermelha - Na realidade ele se irrita com os movimentos que o toureiro faz com a capa.
- Os diamantes são eternos - Nem tanto. Se aquecidos a 4500° C, podem derreter.
- O Mar Morto é um mar - é muito salgado e grande, mas é um lago que fica na Jordânia.
- A Terra é perfeitamente redonda - Não exatamente. Ela é achatada nos pólos.
- Icebergs são feitos de água do mar - Nada a ver. São formados de neve acumulada por milhares de anos.
- A Floresta Amazônica é o pulmão do mundo - Na real, as algas dos oceanos são responsáveis pela produção da maior parte do oxigênio do planeta!
- Beber água alivia a ardência da pimenta - A água, na realidade, só espalha. O que alivia é mastigar miolo de pão.
- A Guerra dos Cem Anos durou cem anos - Ironicamente, a guerra entre franceses e ingleses durou mais. Foram 116 anos, de 1337 a 1453.
- O ouro é o metal mais precioso que existe - é precioso, mas perde para a platina.
- Um raio nunca cai duas vezes no mesmo lugar - é difícil, mas é possível. Por via das dúvidas, não arrisque!
- Faça um pedido à estrela cadente - o pedido será feito, na verdade, a um meteorito que se queima quando entra na atmosfera da Terra.
- Festival de Rock de Woodstock - que de Woodstock teve só o nome, pois foi realizado em Bethel, Nova York.
- Frankenstein é um monstro - sim, pode ser monstro. Mas Frankenstein é na verdade o nome do cientista que o criou.

